Revista 20 - 2001

Editorial
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O selo Messiânico
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O Crucifixo e o sinal da Cruz
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Cruzes
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O Espírito Santo, a verdadeira marca do servo do Deus vivo
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A palavra dos utilizadores do Projeto Compreender
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Editorial

Desde sempre o ser humano teve uma tendência para representar as suas crenças e convicções. O simbolismo é uma presença constante na história da humanidade e na forma como a humanidade lida com a sua própria existência e com o que a rodeia. O simbólico correlaciona-se quer com o que é vísivel e palpável, quer com o desconhecido, sendo muitas vezes reflexo de desejos, ambições ou medos.

Apesar do simbolismo estar presente na Palavra de Deus, lembremo-nos, por exemplo, da serpente erigida na estaca no Êxodo, a qual, pela cura que dava para quem para ela olhasse, foi um evidente símbolo do poder de Salvação contido no sacrifício de Cristo, Deus sempre teve muito cuidado na possível utilização desta forma de expressão cultural e religiosa por parte do ser humano. Não é por acaso que Deus proíbe toda a revelação simbólica da sua própria existência. Um símbologia idólatra é típica da religiosidade pagã, mas totalmente estranha à acção do verdadeiro povo de Deus.

A agregação que a cristandade fez ao longo dos tempos de símbolos pagãos, apesar de poder ter a intenção, humanamente aceitável, de tentar atrair as pessoas para a Boa Nova, inquina a relação entre o ser humano e o Criador, porque ofende a Sua vontade e porque transforma a veneração de Deus numa veneração do símbolo, que se torna assim num elemento central da religiosidade e desse relacionamento. Reflexo disso é  a veneração feita, em diversas religiões, que não apenas o cristianismo apostatado, de imagens e de símbolos, de que a “cruz” é um dos principais.

Neste número da revista “Compreender” damos especial atenção à maneira como o ser humano expressa simbolicamente a sua devoção a Deus. São expostos, dois casos opostos, uma símbologia adequada aos valores genuinamente bíblicos, caso do selo messiânico, e outra, muito mais utilizada, mas que não é mais do que a absorção de tradições pagãs, estranhas ao Deus Verdadeiro, como é exemplo, a veneração da “cruz”, ou a sua aceitação como símbolo sagrado.

Deus deseja ser adorado “em Espírito e Verdade”, de forma real e não simbólica. O único e exclusivo caminho para essa adoração é através de Jesus Cristo, o mediador entre o humano e o divino. Num caminho de aquisição da presença de Deus e da Sua natureza, que tem que ser efectivo em cada um que aceita o plano de Deus para a Salvação. O falso cristianismo, alicerçado em simbolismos e tradições humanas, pagãs e falsas, ou as religiões que os homens concebem, de nada pode valer positivamente para esse encontro entre a humanidade e o divino. Símbolos e tradições humanas são, pelo contrário, formas pelas quais Satanás cria no ser humano uma sensação de presença divina, deixando-o cada vez mais afastado do Único Deus Verdadeiro.

Apenas o Espírito de Deus na vida de cada crente sincero e fiel, é a marca efectiva, de um caminho certo para a Vida Eterna e para o Reino indestrutível do Deus Vivo.

 

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