Editorial
Desde
sempre o ser humano teve uma tendência para representar
as suas crenças e convicções. O simbolismo é uma
presença constante na história da humanidade e na forma
como a humanidade lida com a sua própria existência e
com o que a rodeia. O simbólico correlaciona-se quer com
o que é vísivel e palpável, quer com o desconhecido,
sendo muitas vezes reflexo de desejos, ambições ou
medos.
Apesar
do simbolismo estar presente na Palavra de Deus,
lembremo-nos, por exemplo, da serpente erigida na estaca
no Êxodo, a qual, pela cura que dava para quem para ela
olhasse, foi um evidente símbolo do poder de Salvação
contido no sacrifício de Cristo, Deus sempre teve muito
cuidado na possível utilização desta forma de expressão
cultural e religiosa por parte do ser humano. Não é por
acaso que Deus proíbe toda a revelação simbólica da
sua própria existência. Um símbologia idólatra é típica
da religiosidade pagã, mas totalmente estranha à acção
do verdadeiro povo de Deus.
A
agregação que a cristandade fez ao longo dos tempos de símbolos
pagãos, apesar de poder ter a intenção, humanamente
aceitável, de tentar atrair as pessoas para a Boa Nova,
inquina a relação entre o ser humano e o Criador, porque
ofende a Sua vontade e porque transforma a veneração de
Deus numa veneração do símbolo, que se torna assim num
elemento central da religiosidade e desse relacionamento.
Reflexo disso é a
veneração feita, em diversas religiões, que não apenas
o cristianismo apostatado, de imagens e de símbolos, de
que a “cruz” é um dos principais.
Neste
número da revista “Compreender” damos especial atenção
à maneira como o ser humano expressa simbolicamente a sua
devoção a Deus. São expostos, dois casos opostos, uma símbologia
adequada aos valores genuinamente bíblicos, caso do selo
messiânico, e outra, muito mais utilizada, mas que não
é mais do que a absorção de tradições pagãs,
estranhas ao Deus Verdadeiro, como é exemplo, a veneração
da “cruz”, ou a sua aceitação como símbolo sagrado.
Deus
deseja ser adorado “em Espírito e Verdade”, de forma
real e não simbólica. O único e exclusivo caminho para
essa adoração é através de Jesus Cristo, o mediador
entre o humano e o divino. Num caminho de aquisição da
presença de Deus e da Sua natureza, que tem que ser
efectivo em cada um que aceita o plano de Deus para a
Salvação. O falso cristianismo, alicerçado em
simbolismos e tradições humanas, pagãs e falsas, ou as
religiões que os homens concebem, de nada pode valer
positivamente para esse encontro entre a humanidade e o
divino. Símbolos e tradições humanas são, pelo contrário,
formas pelas quais Satanás cria no ser humano uma sensação
de presença divina, deixando-o cada vez mais afastado do
Único Deus Verdadeiro.
Apenas
o Espírito de Deus na vida de cada crente sincero e fiel,
é a marca efectiva, de um caminho certo para a Vida
Eterna e para o Reino indestrutível do Deus Vivo.
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