Aliança das Igrejas de Deus do
7º. Dia de Portugal
Igreja Universal
de Jesus Cristo / Congregação Cristã de Portugal
FUNDAMENTOS DOUTRINAIS
A IGREJA
Consideramo-la como o corpo de Jesus Cristo - aquele que cumpre tudo
em todos (Efésios 1.17-23); não uma instituição humana, mas
divina, por ter sido Cristo que a edificou sobre si mesmo. (Mateus
16.13-19; Actos 4.11-12; 1Pedro 2.4-5).
Não a aceitamos como sendo uma organização, mas sim como um organismo
vivo, onde cada membro tem o seu papel a desempenhar, de acordo com o
seu dom (1Coríntios 12.1-31), tendo o dever de participar
activamente no trabalho do Senhor (1Coríntios9.16).
Cremos que ela tem um aspecto e uma vida universais, tendo em conta
que em todo o mundo ela está radicada em núcleos de almas que desejam
sinceramente servir a Cristo e ser participantes de sua Salvação.
(Hebreus 9.28; Apocalipse 7.9).
A
verdadeira Igreja é identificada na Bíblia pelos que tem a fé de Jesus
e guardam os mandamentos de Deus (Apocalipse 12.17; 14.12).
A sua função é evangelizar, conforme o mandamento de Jesus Cristo,
expresso em Marcos 16.15-16 e deixar-se aperfeiçoar pelo seu
Mestre, vivendo o cristianismo, não como uma filosofia ou uma
religião, mas como a sua maneira de estar no mundo (1Timóteo
4.8-11).
A BÍBLIA
Temos como única
regra de fé, de orientação e revelação, a Carta de Deus dirigida aos
homens - a Sagrada Escritura - excluindo qualquer outra literatura, a
qual nos pode servir, apenas, como complemento e apoio.
Tendo origem em Deus Pai, a Palavra de Deus cumpre-se integralmente em
Jesus Cristo seu Filho e devemos aplicá-la às nossas vidas com o
auxílio do Espírito Santo. (Hebreus 4.12; 2Timóteo 3.14-17; João
5.39; 17.17; Romanos 15.4; 2Pedro 1.19-21)
A DIVINDADE
Conforme nos diz João 1.14, a única forma possível do Deus
invisível, Omnipresente, Omnipotente e Omnisciente - o Pai - se dar a
conhecer ao homem, foi através do Verbo Divino, que, vindo em forma
carnal, se apresenta como Jesus Cristo - o Filho (João 1.18).
Ele é parte integrante da divindade e foi por seu intermédio que tudo
foi criado e tudo subsiste (João 1.1, 3; Colossences 1.17).
(João 17.21; 10.30; Hebreus 1.1-3; Colossences 1.15-19; 2.9)
É este Ser inacessível e ao mesmo tempo acessível, incomensurável,
infinito, excelso, para o qual não há redutos, nem templos que o
possam conter, que nós adoramos e servimos em Jesus Cristo, o Senhor.
(Filipenses 2.9-11; Colossences 1.19; 2.9)
Pelo seu Espírito, que deve ser entendido como o poder de Deus, somos
assistidos, consolados e guiados. (João 14.16-17, 26; 15.26)
MEDIADORES
Apenas acreditamos no único Mediador entre Deus e os homens - Jesus
Cristo homem (1Timóteo 2.5).
Repudiamos todas as formas de messianismo, falso-profetismo e
mediadorismo, daqueles que se intitulam representantes de Cristo na
Terra, pois o Senhor Jesus não quer ninguém que o represente, mas sim
que O sirva. (Mateus 24.4-5, 11).
ORDENANÇAS (SACRAMENTOS)
As linhas gerais
da nossa vida cerimonial centram-se em duas práticas sacramentais:
O Baptismo:
que, conforme o próprio nome indica (do grego: mergulhar), deve ser
feito por imersão total e que a Igreja efectua em águas correntes (rio
ou mar) conforme o exemplo que nos é dado pelos próprios servos de
Deus, e não por aspersão ou por outro qualquer método (Mateus
3.1-6; 28.19-20).
Só o ministramos a pessoas na sua maioridade e convictos e conscientes
daquilo que aceitam e se comprometem a seguir. (Romanos 6.3-6)
A Páscoa ou Santa Ceia:
como memorial da entrega sacrificial de Jesus Cristo por nós,
comemorando a nossa saída do Egipto espiritual de erro e confusão em
que antes nos encontravamos.
Celebramos este acto com pão sem fermento e vinho (que simbolizam o
corpo e o sangue de Cristo respectivamente), conforme o ensinamento de
Jesus Cristo (que inclui o acto do lava-pés), numa cerimónia singela,
uma vez em cada ano, no dia 14 do mês judaico Abib, que coincide com a
data da morte de Cristo. (Exodo 12.1-7, 14; 13.10; Mat.eus
26.17-30; 1Cor.11.23-26)
Como simbolo da
humildade cristã, associamos à Santa ceia o acto do “lava pés” (João
13.1-17).
Todo o crente que se chega à mesa do Senhor deverá fazê-lo somente se
estiver de bem com a sua própria consciência, caso contrário torna-se
culpado do sangue do Senhor. (1Cor.11.27-29; 1João 3.20-21)
A SALVAÇÃO
Não se alcança por
méritos próprios ou por quaisquer outros meios ao dispor do homem; mas
somente pelo único e válido sacrifício redentor de Jesus Cristo.
(Hebreus 9.11-15; 10.12-14).
Nela se contam, portanto, dois factores:
-
A predisposição
do homem para aceitar as palavras do evangelho, que mediante a fé se
torna numa convicção, e na vontade de escapar ao pecado. (Romanos
1.16; João 14.1)
-
E a participação
de Jesus Cristo como Salvador, que se ofereceu voluntariamente para
tirar os pecados dos homens. (João 3.16; Lucas 19.10; Romanos
5.1,8-10)
Tudo sob a
influência e orientação do Espírito Santo no coração do crente
(Romanos 5.5).
A Salvação requer
quatro passos fundamentais:
-
Arrependimento:
Que se baseia no reconhecimento de que se é pecador (Romanos 2.4;
Actos 3.19; Mateus 3.1-10); e que comporta uma mudança de
pensamento e de índole, vindo a ter o seu ponto mais sublime e
expressivo no acto do baptismo. (Marcos 1.4).
-
Regeneração:
Que se consegue com a adopção duma nova vida, como novas criaturas,
que nasceram da água e do Espírito, vivendo em Cristo. (João
3.3-8; 2Coríntios 5.17-18; Tito 3.4-5)
-
Consagração:
Consequência directa da regeneração, a consagração consiste numa
dedicação constante a Deus, dispondo a nossa vida à sua vontade,
actuando segundo o nosso dom. (Lucas 18.28-30; Efésios 6.6;
Galatas 2.20)
-
Santificação:
Santificamo-nos na consagração. É na dedicação das nossas vidas a
Deus que nos vamos purificando de tudo o que lhe desagrada e nos é
pernicioso. Sem ela ninguém verá o Senhor (Hebreus 12.14).
Comporta um progresso gradual, constante e visível, na obtenção duma
vida à imagem e semelhança de Jesus Cristo. (1Tessalonicenses
4.3-4, 7-8; Hebreus 12.10; João 17.17; 1João 3.3; 2Coríntios 7.1).
Além do referido anteriormente devemos reter as seguintes definições:
-
Justificação:
o trabalho de Deus, que removeu a pena que pesava sobre nós, a morte
eterna, consequência do pecado. Esse trabalho foi cumprido por
Cristo na cruz, pelo que somos justificados por Ele através desse
sacrifício.
(Romanos 3.
21-26; 5.6-9, 18)
(1Coríntios 15.
51-54; Colossences 3.4)
A SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Cremos que a única solução para os problemas deste conturbado mundo, é
o regresso, visível, audível e em glória, de Nosso Salvador Jesus
Cristo, o qual recolherá os seus escolhidos e rejeitará o homem
ímpio.
Este seu regresso implicará a criação de novos céus e nova Terra, onde
habitará a justiça; e a instauração do seu Reino Eterno.
(Apocalipse 1.5-8; Isaías 65.17; João 14.1-3; Actos 1.7-11;
1Tessalonicenses 4.16; Lucas 17.24; Mateus 25.31-46)
Afirmamos, também, que a sua vinda está próxima; conclusão que tiramos
por os eventos ou sinais, que Jesus previu para essa época, estarem a
ocorrer presentemente, com fortes evidências. Face a esses eventos
devemo-nos preparar para receber Cristo pois, segundo Ele mesmo, a
nossa "redenção está próxima".
(Mateus 24.6-14, 29-30, 38-39; Lucas 21.25-28)
O REINO DE DEUS
Temos como nossa
esperança habitar com Deus no Seu Reino eternamente. A implementação
desse Reino, de acordo com o Plano de Deus, passa por três fases:
-
O Reino
Espíritual da Graça:
Existe actualmente no coração de cada crente pois é lá que Deus
habita através do Espírito Santo. Passamos a ser súbditos desse
reino quando, renunciando aos nossos pecados, nos entregamos
incondicionalmente a Cristo.
(Mateus 3.1; 4.17; Colossences 1.13, 26-27; 2Coríntios 12.9)
-
O Reino Milenar:
Terá início com o regresso visível e audível de Jesus Cristo. A
terra será restaurada e os salvos (aqueles que tomaram parte na
primeira ressureição) serão reis e sacerdotes com Cristo durante mil
anos, sobre os que estiverem vivos e restarem das nações após a
segunda vinda de Cristo.
(1Coríntios
15.19-23; Apocalipse 5.10; 11.15; 20.1-6)
-
O Reino Eterno
de Deus:
Terá o seu início quando, no final dos mil anos e uma vez vencidos
todos os inimigos – o último dos quais é a morte – Jesus entregar o
Reino ao Pai. Deus criará novos céus e uma nova terra onde habitará
com o seu povo num meio de justiça e onde não haverá mais morte nem
sofrimento.
(Salmo 145.13;
1Coríntios 15.24-28; Apocalipse capítulo 21)
A VIDA E A MORTE
O nosso conceito de vida e de morte resume-se na
verdade bíblica de que o homem tem as suas oportunidades somente
enquanto vivo; e que na morte permanece sem qualqer sensação ou
consciência.
A alma não é algo que seja destacável do homem e que dele se possa
desagregar, sobrevivendo-lhe quando morre. É, antes, o fôlego de vida
ou espírito de vida (do hebraico RUACH), que foi dado a Adão, e que se
transmite a todo o ser vivente de geração em geração.
(Gênesis 2.7; Eclesiastes 12.7)
Para melhor compreensão usamos a seguinte fórmula:
PÓ + FÔLEGO DE VIDA = ALMA VIVENTE
ALMA VIVENTE -FÔLEGO DE VIDA = PÓ
(Eclesiastes
9.5-6, 10)
Consideramos demagogia religiosa tudo o que saia desta verdade
bíblica, rejeitando principalmente todas as ideias e práticas
espíritas e afins.
(Isaías 8.19; Deuteronômio 18.10-13; Actos 19.19; 8.9-24)
RESSURREIÇÃO
Temos como única esperança do cristão, a ressurreição de que Jesus
Cristo foi feito as primícias. (1Coríntios 15.20)
Cremos numa primeira ressurreição para os salvos que viverão
eternamente sobre uma terra governada por Deus.
(João 5.28-29; 11.25; 1Tessalonicenses 4.13-17)
Da segunda ressurreição farão parte todos os que não participarem na
primeira, ou seja, os que rejeitaram ou ignoraram o plano de Deus para
a redenção da humanidade e os que não tiveram a oportunidade de ter
acesso a esse plano. Estes serão julgados segundo as suas obras. Os
que não estiverem no livro da vida sofrerão a morte eterna
(aniquilamento total).
(Apocalipse 20.1-6, 11-15)
PROFECIAS
São revelações de
Deus sobre os acontecimentos que fazem parte do Seu plano para
salvação da humanidade (Apocalipse 1.1-3), algumas delas já
cumpridas e comprovadas historicamente, e outras cujo cumprimento
ainda aguardamos.
Aceitamos toda a
profecia bíblica e todos os profetas até João (evangelista),
inclusivé.
Cremos e seguimos, como ditames divinos, tudo o que nos foi legado
pelos seus escritos (2Pedro 1.19-21). Mas já não damos crédito
como profetas, nem tomamos como Palavra de Deus os seus escritos, a
todos os que escreveram após o Apocalipse de João. (Apocalipse
22.18)
Os acontecimentos
actuais confirmam a Palavra de Deus e fortalecem a nossa certeza de
que Cristo em breve voltará. Estes acontecimentos dão força também ao
apelo que a Palavra de Deus faz aos pecadores para se arrependerem e
aos crentes para fugirem da confusão religiosa também designada por
Babilónia (Apocalipse 14.9-12; 18.4)
PECADO
Consideramos
pecado tudo o que é desobediência à expressa vontade de Deus.
Na sua forma mais apurada, o pecado manifesta-se na transgressão da
Lei de Deus. (1João 2.4-6; 3.4)
Temos como pecado três formas distintas, às quais pretendemos fugir,
tanto quanto nos é possível, implorando a ajuda divina:
-
Pecado por
Prevaricação: quando cometemos actos
condenáveis por Deus.
-
Pecado por
Omissão: quando deixamos de praticar actos que
são do agrado de Deus.
-
Pecado por
Indução: quando alguém é levado a cometer
algum acto condenável, por nossa culpa.
O
pecado só será definitivamente vencido por Jesus, quando vier
estabelecer o seu Reino Eterno. (1João 3.4-9; 1Coríntios 15.21-26;
Romanos 6.23)
VIRTUDES CRISTÃS
Reputamos como
verdadeiramente importantes:
-
O Amor
(1Coríntios 13.1-13; Romanos 13.8-10)
-
A Fé
(Romanos 4.16; 5.1; Hebreus 11.1-2, 33-40)
-
A Esperança
(Romanos 8.24; 15.4; 5.5)
-
A Paciência
(Romanos 8.25; 5.3-4; Gálatas 5.22)
-
A Temperança
(Tito 2.6-8, 12; Gálatas 5.22)
-
A Alegria
(Gálatas 5.22; Lucas 10.20; Romanos 14.17-18)
-
A Paz
(Gálatas 5.22; João 14.27; 16.33)
As
quais são o âmago da vida que nos comprometemos a adoptar, dando
testemunho da acção de Cristo em nós. (1Timóteo 1.5)
ORAÇÃO
A presença de Deus
na nossa vida é uma necessidade absoluta. Sem Deus presente na vida
colectiva da igreja ou na vida privada de cada membro, é impossível
permanecer, prosperar e vencer. E nenhum cristão poderá atingir
apreciável crescimento espiritual sem intensiva oração, pois ela é o
único veículo de correspondência entre Deus e nós e a única forma de
requerer e manter a Sua presença.
Devemos orar a
Deus Pai em nome de Seu filho Jesus Cristo, pois é Ele o único
mediador entre nós e Deus. Através da oração rendemos graças e
louvoures a Deus e solicitamos a sua intervenção nas nossas vidas.
(1Timóteo 2.1-8; João 14.13-14; 1Tessalonicenses 5.17; Filipenses
4.6-7; Tiago 5.14-16; Marcos 11.24; Mat. 6.9-13)
CASAMENTO, DIVÓRCIO E VIDA SEXUAL
Deus é muito claro acerca da sua intenção e do seu critério no que
respeita ao casamento: Deixará o homem o seu lar paterno e se juntará
à sua mulher e serão dois como uma só pessoa (Genesis 2.24; Marcos
10.7-9).
Tudo o que sai fora deste condição ou natureza social, é considerado
pecado à luz das Escrituras.
Se
alguém rompe os laços que o unem ao seu conjuge, salvo por motivos de
infidelidade, cai em situação de pecado, designado por
adultério
(Mateus 19.9).
O
mesmo se verifica quando uma pessoa casada tem relações com outra que
não o seu conjuge.
No
caso de um homem manter relações com outra que não seja a sua esposa,
estamos perante um caso de
poligamia.
E embora alguns defendam que esta situação é aprovada por Deus,
citando os exemplos bíblicos do Antigo Testamento, à luz do Novo
Testamento este estatuto não é aprovado por Deus. O mesmo se passa com
a situação de
poliandria,
quando vários homens dispõem da mesma mulher.
Se
o sexo for comercializado, estamos perante um caso de
prostituição. Toda a pessoa que se envolve sexualmente, não
por idílio ou atracção física, mas somente para daí tirar alguma
vantagem, remuneração ou benefício, está evidentemente a
prostituir-se.
A
Bíblia é completamente omissa quanto à fórmula que se deve usar para
casar pessoas. As cerimónias para unir as pessoas em
matrimónio, derivadas da cultura judaico-cristã, são puras invenções
humanas. Deus nunca disse como é que nós deveríamos casar, isto
é, celebrar o contracto de matrimónio. Mas disse, e de variadas
maneiras, como é que dois seres de sexo diferente se deveriam amar.
Portanto tudo o que envolva um compromisso sério, assumido
publicamente, indissolúvel, duradouro, e num crescendo de sentimentos
elevados, é
casamento aos olhos de Deus.
Qualquer prática sexual fora deste compromisso, também é pecaminosa.
Se
dois seres de sexo diferente se envolvem emocionalmente, não quer
dizer que tenham de chegar à pratica sexual. Se chegam à prática
sexual sem haver prévio envolvimento idílico, e sentimental, há
leviandade e aquilo que a Biblia designa por
fornicação.
Tudo isto Deus condena e devemos designar por pecado.
Se
duas pessoas resolvem unir-se física e sentimentalmente e chegam à
prática sexual, elas têm que assumir isso como casamento; se houver
uma posterior ruptura, estamos perante um divórcio. O envolvimento
nunca pode ser encarado como experiência, algo transitório ou uma
leviandade; se assim for, Deus não o aprova. Apesar do exposto
anteriormente, a Igreja aconselha e recomenda a oficialização legal do
casamento pelo civil e/ou religioso.
O
que Deus nos diz, clara e explicitamente, é que devemos venerar o
matrimónio e o leito sem mácula, porque aos adúlteros e aos que se dão
à prostituição, ele os julgará (Hebreus 13.4).
(Génesis 2.18-24; Mateus 5.28, 31-32; 19.3-9; Marcos 10.2-12; Lucas
16.18; Romanos 7.1-3; Efésios 5. 22-33; 1Coríntios 7. 10-16, 39)
A
LEI
Segundo a promessa
divina contida em Jeremias 31.33-34 que é corroborada já no
novo concerto em Hebreus 8.10/10.16, a Lei dos 10 Mandamentos
(Exodo 20.1-17), escrita pelo próprio dedo de Deus, portanto
eterna, (Exodo 31.18; Eclesiastes 3.14; Mateus 5.17-18) deve
estar escrita no íntimo do povo de Deus, que a cumprirá, não na letra
morta, mas duma forma intrínseca e espiritual.
Jesus cumpriu
integralmente esta Lei na sua vida, obedecendo-lhe de forma integral,
constituindo-se como nosso exemplo (Mateus 5.17; 1Pedro 2.21).
Toda a Lei é válida (Tiago 2.10-12) e o seu cumprimento nas
nossas vidas expressa o nosso amor para com Deus e para com o nosso
próximo (João 14.15,21; 1 João 5.2-3; Mat.22.37-40).
(1João 2.3; Eclesiastes 12.13)
(Rom.8.1, 6-8; Apocalipse 12.17; 14.12; 1Coríntios 7.19)
O SÁBADO
Este é o
mandamento comumente transgredido pelo cristianismo convencional. No
entanto, tomamo-lo como a identificação do servo e do povo de Deus.
(Ezequiel 20.12-13, 20; Isaías 56.1-7; 58.13-14)
Temo-lo como um dia santo, dado ao homem, concebido propositadamente
para ele, no qual procuramos descansar conforme o mandamento (Êxodo
20.8-11), abstendo-nos de realizar qualquer tipo de trabalho
secular e entregando-nos muito especialmente ao ministério cristão.
Ele foi constituído desde o início como memorial da criação (Gênesis
2.1-3).
O
Sábado do Senhor inicia-se ao pôr do sol de Sexta-Feira e termina ao
pôr do sol de Sábado.
IDOLATRIA
Um outro
mandamento, também transgredido pelo pseudo-cristianismo, é o segundo
da Lei de Deus, e que diz respeito aos ídolos.
Rejeitamos qualquer prática idólatra, tais como:
-
Culto de imagens
e "santos" (Exodo 20.3-4; Isaías 46.5-7;
2.8, 18-20; Jeremias 10.2-5, 14-15; Salmos 115.4-8; 135.15-18;
Habacuque 2.18-19)
-
Mariolatria
(Jeremias 44.15-27)
-
Apego a bens
materiais (1João 2.15-17; Efésios 5.5;
Colossences 3.5-6)
-
Humanolatria ou
culto da personalidade, tão corrente no mundo moderno.
(Romanos 1.21-25)
Consideramos a idolatria a causa primária do homem se afastar de
Deus.
A mariolatria (culto a Maria), afirmamos ser a maior heresia jamais
introduzida na igreja e o factor principal de identificação do
primeiro poder eclesiástico referido no Apocalipse (13.1-18). Este
culto mais não é do que a perpetuação de antigos cultos pagãos
dirigidos às "deusas" da fertilidade.
Prevemos também o seu avolumar e instauração no mundo, como baluarte
do anticristo.
SAÚDE
O cristão serve
melhor a Deus, gozando duma boa saúde.
A alimentação é um facto decisivo na nossa saúde. (Daniel 1.12-16;
1Cor.10.31; 6.20)
Por isso nos abstemos de tudo quanto bíblica e cientificamente
consideramos nocivo para o nosso corpo:
Adoptamos como regra o seguinte:
"Para um bom
espírito, uma boa saúde; para uma boa saúde, uma boa alimentação".
(Romanos 12.1-2;
1Tessalonicenses 5.23)
APARÊNCIA EXTERIOR
Estamos convictos de que a maneira como as pessoas trajam e se
apresentam exteriormente não influi na sua salvação, mas cremos que
seja reflexo dela.
A maneira como nos apresentamos por fora revela, em muito, o nosso
estado interior.
Temos na sobriedade uma importante virtude cristã. Por isso
recomendamos que todo o servo de Deus seja discreto no trajar e que
dispense os atavios supérfluos. (1Timóteo 2.9-10; 1Pedro 3.3-6)
No vestuário não deve haver confusão (Deuteronômio 22.5).
Assim como no talhe do cabelo (1Coríntios 11.14-15).
SUPORTE FINANCEIRO
A manutenção da
Igreja de Deus e dos seus ministérios exige recursos financeiros. É da
responsabilidade dos seus membros proporcionar esses mesmos recursos
ajudando assim a sustentar a obra de Deus quer na proclamação do
evangelho quer na assistência aos mais carenciados.
A Bíblia
estabelece que o crente é responsável pelo financiamento da obra de
Deus, consoante os seus rendimentos, na medida da sua fé e compreensão
da Palavra de Deus.
A contribuição
material na Igreja deve ser vista à luz da interpretação espiritual da
nossa nova e melhor condição em Cristo.
Tudo o que a Lei
do antigo Concerto pedia e obrigava era imperfeito e insuficiente. Em
Cristo, o Cristão obtem uma nova condição, superior e mais perfeita em
relação à que era obtida pela Lei. Para quem nasce do Espírito, o
Dízimo não passa de uma referência que deve ser ultrapassada
(suplantada), voluntariamente, livremente e sem coação, apenas pela
fé.
Cremos que não
compete à Igreja “policiar” as dádivas de cada membro, mas sim incutir
no espírito de cada um a sua responsabilidade no que toca às
contribuições materiais, encorajando-as.
(Provérbios
3.9-10; Malaquias 3.7-12
Actos 2.41-45; 4.32-35; 20.35; 1Coríntios 16.1-2; 2Coríntios
8.1-5; 9.6-14; Colossences 3.4-5; 1Timóteo 6.10; Salmo 34.7-9)