Portugal
e o
Mundo

Apesar de existirem vestígios arqueológicos mais antigos da presença humana no território actual de Portugal Continental, é a partir do 1º milénio antes de Cristo que começam a chegar a esta região um significativo número de populações celtas, oriundas da Europa Central. Estas populações migrantes acabaram por se fundir com os povos indígenas já existentes na Península Ibérica. A partir do ano 219 A.C. o nosso território começou a ser colonizado pela civilização romana de que são ainda hoje excelentes vestígios monumentos como os de Conimbriga e de Évora.  
 

No início do século 5º chegaram à Península Ibérica, já então cristianizada, os Visigodos. O facto deste povo ser de religião ariana, dificultou a fusão com os Hispano-romanos da Península. No entanto, esta dificuldade foi ultrapassada quando em 589 o rei dos Visigodos se declarou aderente à Igreja de Roma. É a partir desta altura que se começa a estruturar a sociedade medieval em Clero, Nobreza e Povo.  
 

A partir de 711 começa a colonização árabe da Península Ibérica. É nas zonas libertadas da ocupação maometana que são formados pequenos reinos e condados dominados por nobres fiéis a Roma.  



Por volta do século 10º é estabelecido o Condado Portucalense, na zona norte de Portugal Continental actual. Em 1128, o príncipe D.Afonso Henriques revoltou-se contra a sua mãe e posteriormente intitulou-se como rei de Portugal em 1142. Este novo reino foi confirmado em 1179 por bula do Papa Inocêncio II. Nessa altura já o reino se estendia para o Sul, tendo sido conquistadas várias cidades e territórios aos Mouros, nomeadamente a cidade de Lisboa em 1147.  

Após a Revolução de 1383-1385 a nobreza tradicional foi em parte substituída na influência sobre o poder, pela burguesia. Esta mudança teve um papel essencial na expansão marítima de Portugal para África e mais tarde para as Américas e a Ásia. O primeiro passo dessa expansão foi a conquista de Ceuta, no norte de África, em 1415. Com a coordenação e o impulso inicial do Infante D.Henrique foram descobertos muitos territórios e as vias marítimas para regiões mais remotas, que assim ficaram mais acessíveis. São exemplos dessas descobertas os seguintes: Madeira (1420), Açores (1427), toda a costa ocidental de África (1487), Índia (1498), Brasil (1500) e, posteriormente, as ligações comerciais com a China e o Japão. Além dos interesses comerciais, a expansão marítima permitiu a instalação da Igreja Católica Romana nesses territórios.  
 

 


  
A grande expansão marítima de Portugal, em que tinha como principal concorrente a Espanha, levou a que os reis dos dois países Ibéricos assinassem o tratado de Tordesilhas pelo qual o mundo foi dividido em duas partes por uma linha de pólo a pólo que passava a 370 léguas a ocidente das Ilhas de Cabo Verde. Este tratado permitiu a Portugal o domínio do comércio com o oriente asiático e a possessão do Brasil.


No século 16 Portugal atinge o apogeu em termos económicos e políticos. Nessa altura é também estabelecida no nosso país a Inquisição. No entanto, dada a pouca relevância nacional das lutas entre protestantes e católicos, esta organização virou-se essencialmente contra a prática do judaísmo no país. Entre 1541 e 1684 foram queimadas às mãos da Inquisição em Portugal 1379 pessoas.  
 

Em 1568 o Rei D.Sebastião morre numa batalha em Marrocos, não deixando descendentes. Inicia-se aí uma grave crise de sucessão monárquica, a qual vem culminar com o domínio dos Reis de Espanha no país entre 1580 e 1640.  

A 1 de Dezembro de 1640, uma revolta pôs fim a esse domínio, restaurando a soberania na nação portuguesa. Posteriormente, entre 1706 e 1750, decorre um novo período de grande opulência alimentado com o ouro, tabaco e açúcar provenientes do Brasil, e também com o comércio de escravos de África. Mas esse desafogo financeiro rapidamente foi perdido dada a exorbitância dos gastos feito pelo rei e pela sua corte.  

 

No dia 1 de Novembro de 1755 dá-se na região de Lisboa um grande terramoto, o qual provocou a ruína de mais de 10 mil edifícios e a morte de milhares de pessoas.  

 

De 1807 a 1811 decorreram 3 invasões de tropas franco-espanholas napoleónicas, as quais transitoriamente ocuparam parte do território. Essas invasões acabaram por ser repelidas pela aliança anglo-portuguesa. Devido a estas invasões a corte do rei D.João VI refugiou-se na colónia do Brasil, facto que viria a contribuir para a independência deste território proclamada em 1822. Este acontecimento irá ter como consequência um maior desenvolvimento das colónias africanas pertencentes a Portugal.  

 

Em 1910 uma revolução depõe a monarquia e instaura um regime republicano parlamentar, começa aí um período conturbado da vida política, que vai culminar com a revolta militar de 1926 instaurando um regime ditatorial que durou até 24 de Abril de 1974 e que veio a acentuar o atraso económico, científico e cultural em que o país já se encontrava.


Neste período ocorrem alguns factos importantes, como sejam, a perda das possessões indianas (Goa, Damão e Dio) em 1961 e o início das guerras coloniais em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau.



Em 25 de Abril de 1974 um movimento militar põe fim à ditadura instituída em 1926 e, após um período de alguma luta política, é criado o actual regime assente num sistema parlamentar democrático. Na sequência desta mudança política as colónias portuguesas em África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) ascendem à independência e o pequeno território de Timor-Leste é ocupado violentamente pela Indonésia. Em 1999 Portugal abandonará o seu último território fora das fronteiras, Macau, o qual passará para a soberania da China.  

 

Desde 1989 Portugal é membro da Comunidade Económica Europeia e em 1996 é criada em Lisboa a comunidade de Estados de Língua Portuguesa, a qual pretende congregar todos os povos que têm as mesmas raízes linguísticas (a língua portuguesa), englobando Portugal e as suas antigas colónias, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.  
 

 

 

 

 


Estas são as diferentes bandeiras portuguesas, desde as mais antigas (as da monarquia), à de cima (a republicana).


 

 

 

 

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